domingo, novembro 18, 2007

Gente da minha terra - Marisa




É meu e vosso este fado (This Fado is both yours and mine)
destino que nos amarra (The destiny that unites us)
por mais que seja negado (No matter how much it is denied)
às cordas de uma guitarra (By the strings of a guitar)

Sempre que se ouve um gemido (Whenever one hears a lament)
duma guitarra a cantar (Of a guitar's song)
fica-se logo perdido (One is instantly lost)
com vontade de chorar (With a longing to weep)

Ó genta da minha terra (Oh people of my land)
agora é que eu percebi (It is now that I have perceived)
esta tristeza que trago (This sadness which I carry)
foi de vós que a recebi (Was from you that I received)

E pareceria ternura (It would seem a kindness)
se eu me deixasse embalar (If I left myself be soothed)
era maior a amargura (The greater the anguish)
menos triste o meu cantar (The less sorrowful my song)

Ó genta da minha terra (Oh people of my land)


Ó genta da minha terra (Oh people of my land)
agora é que eu percebi (It is now that I have perceived)
esta tristeza que trago (This sadness which I carry)
foi de vós que a recebi (Was from you that I received)

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Spanish Version:

Oh Gente de Mi Tierra

Oh gente de mi tierra
Ahora es que he percibido
Esta tristeza que trago
Fue de vos que recibí

Es mío y vuestro este fado
Un destino que nos amarra
Por mucho que sea negado
Por las cuerdas de una guitarra

Siempre que se oye un gemido
De una guitarra cantando
Uno se pierde de pronto
Con ganas de llorar

Y parecería ternura
Si me dejara embalar
Era mayor la amargura
Menos triste mi cantar

quinta-feira, outubro 18, 2007

O Domingo do Zé dos Pedais…

Espreitou pela janela e viu um sol brilhante, estava na hora de se levantar para poder aproveitar o dia. Olhou para o relógio, este marcava 7.09 era domingo…

…passou pelo campo de futebol lá da terra, para ver aquela arte executada por adolescentes e foi dos adultos que recebeu os piores exemplos, que da bancada gritavam nomes obscenos para o Senhor vestido de preto que tanto corria com invulgar necessidade de estar sempre perto da bola… seria a bola dele?...

…escolheu um cozido á portuguesa para saciar a fome, naquele restaurante familiar, foi-lhe servido como aperitivo uma pequena discussão entre os empregados e na espera percebeu que o stress das pessoas é capaz de criar situações inesperadas… quanto iriam cobrar por aquele aperitivo invulgar?...

…pela tarde decidiu ir ao cinema, ver o filme que o tio da amiga da prima que era vizinha da senhora da loja dos brinquedos tinha aconselhado. Um filme animado como eram aquelas crianças que o circundavam, a de trás que não parava quieta, as dos lados que não paravam de comer pipocas num barulho simpaticamente acompanhado pelas da frente que muito falavam entre si… porque não existiam legendas naquele filme de desenhos animados?...

… era noite e regressava a casa, perfeitamente fatigado de um dia em cheio, era sempre assim o seu dia de descanso… Zé dos Pedais era bastante conhecido e respeitado na sua terra natal, guardador de imprevistos e de rebanhos, amante das artes…

… Zé dos Pedais deitou-se, olhou para o relógio quando este marcava 21.18 estava pronto para viajar para o mundo dos sonhos… antes de adormecer ainda se ouviu dizer: - “Boa noite!”

domingo, setembro 30, 2007

Benfica - Sporting 29/07/2009 ( 0 - 0 )

Texto tirado da página oficial do Sporting Clube de Portugal, sobre os casos desse jogo:


29-09-2007
Carlos Freitas: “Árbitros estão a salvo de qualquer sanção”

O administrador-executivo da SAD verde e branca criticou duramente a arbitragem de Pedro Henriques na Luz. “As imagens são inequívocas e falam por si. Há dois penalties a nosso favor e há um penalty a favor do Benfica. Relativamente aos lances do Romagnoli e do Adu é obvio que é difícil julgar porque a aleatoriedade da decisão pode ser contemplada. Já não entra nesse capítulo a decisão que o árbitro decidiu anular quando recebeu a indicação que recebeu do árbitro assistente. Isto numa semana onde houve um árbitro que tomou a decisão por indicação de um árbitro assistente, por um lado, agora aconteceu precisamente o contrário. Os critérios são altamente preocupantes. A fase em que a arbitragem vive não é seguramente a mais positiva. A imagem que deixa a cada jogo não é seguramente a mais positiva. É chato que o Sporting seja sistematicamente alvo destes problemas de interpretação. Já aconteceu assim com a Lei 12 e ainda hoje penso que estão a discutir entre eles aquilo que ao abrigo do International Board é claríssimo como água sobre o atraso deliberado. A nível interno continuamos à procura de uma decisão”, vincou.

Segundo Carlos Freitas, “os árbitros estão salvo de toda a qualquer sanção e são os únicos que gozam da impunidade que se sabe. O seu dirigente máximo entende defendê-los e resolve o problema com um pedido de desculpas e a caravana passa. Há uma coisa que não irá servir que é para a decisão ser tomada, nem vai ser decisiva para que a qualidade da arbitragem melhore, seguramente”, revelou.

O dirigente da SAD do Sporting indicou, por outro lado, que não são as novas tecnologias ao serviço dos árbitros que poderão alterar o actual estado de coisas. “A solução é denunciá-la, porque quando se fala que o problema passa pela tecnologia, os meios estão aí, anuncia-se a vinda de meios e as decisões continuam a ser alvo de fortes erros. Continuamos sem representantes a nível de arbitragem nos maiores certames mundiais em termos de selecções”, expressou, salientando que os erros no derby prejudicaram o Sporting. “Jogámos contra uma equipa bem orientada, que tem bons jogadores, que fez o seu jogo, mas existiram lances capitais que motivam esta indignação”, sustentou.

Texto: Sandro Baguinho

sexta-feira, setembro 21, 2007

Christopher Cross Sailing Live


Well, it's not far down to paradise, at least it's not for me
And if the wind is right you can sail away and find tranquility
Oh, the canvas can do miracles, just you wait and see
Believe me

It's not far to never-never land, no reason to pretend
And if the wind is right you can find the joy of innocenceagain
Oh, the canvas can do miracles, just you wait and see
Believe me

CHORUS:
Sailing takes me away to where I've always it could be
Just a dream and the wind to carry me
And soon I will be free

Fantasy, it gets the best of me
When I'm sailing
All caught up in the reverie, every word is a symphony
Won't you believe me?

CHORUS

Well it's not far back to sanity, at least it's not for me
And if the wind is right you can sail away and find serenity
Oh, the canvas can do miracles, just you wait and see
Believe me

CHORUS

sábado, setembro 15, 2007

P.O.W. - Alicia Keys


P.D.P.

Eu sou um prisioneiro
Das palavras não-ditas
Apenas solitários sentimentos
Trancados na minha cabeça
Eu me prendo mais e mais
Toda vez que eu fico quieto
Eu devo começar a falar
Mas eu paro e permaneço em silêncio
E agora eu tenho feito
Minha própria prisão de palavras não-ditas

Eu sou um P.D.P.
Não um prisioneiro de guerra.
Um prisioneiro de palavras
Como um soldado
Sou um lutador
Ainda somente um fantoche
Na maior parte eu digo somente
O que você quer ouvir
Você poderia agüentar se eu fosse claro?
Ou você prefere me ver
Apedrejado na droga da complacência e do acordo
M.I.A.
Acho que é o que sou
Raspando esta terra fria
Por um pedaço de mim mesmo
Por um pedaço de mim mesmo

Seria mais fácil se você me pusesse em uma jaula
Se me trancasse
Eu teria alguém pra culpar
Mas essas barras de aço fui eu quem fez
Elas cercam minha mente
E têm me chacoalhado
Minhas mãos estão presas atrás das minhas costas
Eu sou um prisioneiro do pior tipo, de fato
Um prisioneiro do compromisso
Um prisioneiro da compaixão
Um prisioneiro da bondade
Um prisioneiro da expectativa
Um prisioneiro da minha juventude
Correndo bastante rápido para estar velho
Esqueci o que eu tinha dito
Não é uma vista pra contemplar?

Um prisioneiro da idade que morre pra ser novo
Para a minha cabeça ser minha mão com uma arma
E está frio e está difícil
Porque não há por onde fugir
Quando você prendeu a si mesmo
Por segurar sua língua

Eu sou um prisioneiro
Das palavras não-ditas
Apenas solitários sentimentos
Trancados na minha cabeça
É como um solitário confinamento
Toda vez que eu fico quieto
Eu deveria começar a falar
Mas eu paro e fico em silêncio
E agora eu fiz
Minha própria cama dura
Dentro da prisão das palavras não-ditas

P.O.W. - Alicia Keys

domingo, agosto 19, 2007

OLHEI-TE BEM (em video)


Poema: in Vinte e Cinco Minutos de Fantasia de Paulo Afonso
Vídeo: in Celtibério

domingo, agosto 12, 2007

Super Taça Cândido de Oliveira 07/08

FC PORTO-SPORTING, 0-1
O Sporting conquistou o segundo troféu oficial consecutivo.

Golaço de Izmailov dá vitória ao Sporting

O Sporting venceu o FC Porto por 1-0 e conquistou, pela sexta vez, a Supertaça Cândido de Oliveira, o primeiro troféu oficial da época, em jogo disputado hoje no Estádio Municipal de Leiria. O russo Izmailov foi o autor do golaço que deu a vitória aos leões.

segunda-feira, julho 23, 2007

Corpo...


Corpo

O meu corpo sofre, tem angustias de solidão e quimeras de ausência… o meu corpo chama por o amor e pede para sorrir.
É apenas mais um corpo que busca o que precisa, que anda perdido, que é uma fonte de essência sem o ser…
O meu corpo chora, não de tristeza nem tão pouco de amargura, chora de loucura por não conseguir fugir aos reflexos do tempo e as mazelas da sociedade.
O meu corpo é a imagem de tantos corpos, é a prisão do meu poder e da milha ilusão!
Quando o meu corpo morrer, queimem a minha alma se a encontrarem…

sábado, junho 16, 2007

Um dia você aprende

Este texto nunca foi de Shakespeare. É um poema da autora norteamericana Veronica A. Shoffstall e Judith B. Evans.




(Some credit Shakespeare; however, authorship is disputed between Veronica A. Shoffstall and Judith B. Evans.)

quinta-feira, junho 07, 2007

A Vida - Crónica da Semana

Crónica da Semana


A VIDA

A vida não pára, a vida é feita de uma constante evolução, em termos pessoais e no contexto social em que estamos inseridos, e essa é uma oportunidade dos tempos modernos que proporciona grandes vantagens e em que o seu acompanhamento é prioritário.

Mas, nem sempre conseguimos corresponder a esse chamamento interior, que é projectado para o nosso exterior, então, é sensato sabermos reconhecer as nossas limitações, sejam elas, físicas ou intelectuais e assim adquirirmos consciência da nossa verdade da vida, (é que o tempo não perdoa) para podermos enquadrar-nos nas novas realidades.

Perceber os domínios em nosso redor é aceitar a evolução. Colaborar de uma forma directa ou indirecta com essa realidade é um acto de coragem e de inteligência, que demonstra plena consciência do nosso passado, aceitação do nosso presente e visão do futuro.

Todos nós já fomos mais novos e ainda seremos mais velhos, podemos e devemos avaliar as experiências do nosso percurso e relembrar as emoções que nos causaram, separando-as e transmitindo as mais positivas, como se de um legado se tratasse.

Devemos reconhecer os mais velhos que cuidaram dos nossos momentos na juvenilidade e assim, poderemos dar o mesmo contributo de uma forma melhorada, porque a vida não pára.


Nota adicional:

Os sinónimos de Vida são:
Existência, Actividade, Comportamento, Profissão, Ocupação, Emprego (palavra relacionada), Carreira, Animação, Vitalidade, Vigor, Energia, Espírito, Alento (palavra relacionada), Causa, Origem, Essência e Progresso.

domingo, junho 03, 2007

youtube

A maioria dos filmes deste blog são retirados de: www.youtube.com

A Brasileira Sónia tenta dizer o nome do site e não consegue:


domingo, maio 27, 2007

sábado, maio 26, 2007

Crónica da Semana

“Formar para Crescer”

Um clube como o U. A. Povoense é importante no tempo e no espaço de uma sociedade actual, e essa realidade deve ser compreendida e reconhecida, por isso apoiada pelos seus sócios, simpatizantes, amigos, dirigentes, técnicos, atletas e familiares, principalmente pelos órgãos da comunicação social e pelas instituições públicas.

No aspecto da formação, o clube tem uma politica estratégica bem fundamentada e uma estrutura em crescimento que dá boas razões de esperança.

Está recheado de excelentes colaboradores e uma imensidão de crianças que por puro prazer praticam futebol, desde as escolinhas até aos seniores.

O acompanhamento escolar, familiar ou a presença junto da criança é fundamental e é nesse aspecto que as vitórias são invisíveis mas gratificantes, afinal formar não começa nem acaba na parte técnica ou física de um futebol, cada vez mais exigente em consonância com a sociedade.

Formar para crescer, primeiro como homens e só depois como jogadores, é uma prioridade que já é uma realidade do clube, sendo a conjugação de ambos a plenitude que ajuda a construir e a cimentar a imagem deste clube.

É na junção dos esforços que se consegue atingir os objectivos e quando assim acontece é tempo de comemorar.


(Crónica da Semana publicada no blog: http://uapovoense.blogspot.com/)

sexta-feira, maio 18, 2007

Encare O Problema De Forma Optimista

Uma empresa desenvolveu um projecto de exportação se sapatos para a Índia. Enviou dois dos seus vendedores a pontos diferentes daquele país, para que fizessem o levantamento das potencialidades do mercado. O primeiro mandou o seguinte fax para a direcção da empresa: «Senhores, cancelem o projecto de exportação de sapatos para a Índia. Aqui ninguém usa sapatos.»

Sem ter conhecimento deste fax, o segundo vendedor enviou o seu: «Senhores, tripliquem o projecto de exportação de sapatos para a Índia. Aqui ninguém usa sapatos.»

Veja que interessante: a mesma situação foi interpretada como um tremendo obstáculo, por um dos vendedores, e como uma fantástica oportunidade, pelo outro. Isto mostra como tudo na vida pode ser visto com enfoques e maneiras diferentes.

quinta-feira, maio 10, 2007

Futebol

Introdução

A informação é retirada página digital do jornal “A Bola” de 10/05/2007

Futebol

Ex-vereador da Câmara de Lisboa reconhece: «Sporting não teve o mesmo tratamento dado ao Benfica»

Fontão de Carvalho, ex-vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, considerou hoje «uma irresponsabilidade aquilo que fizeram ao Sporting», lembrando que o clube leonino não teve o mesmo tratamento dado pela autarquia da capital ao Benfica.

«A Câmara Municipal de Lisboa apoiaria sempre os dois maiores clubes da capital em pé de igualdade. Aquilo que daria ao Benfica seria exactamente o que seria dado ao Sporting. Neste momento, verifica-se que a Câmara cumpriu com todas as suas obrigações em relação ao Benfica e, agora, pelos vistos, mais uma vez está a prejudicar o Sporting. A autarquia lisboeta não está a dar ao Sporting o mesmo tratamento que deu ao Benfica», declaração de Fontão de Carvalho aos jornalistas, sustentando que «isto tem a ver com interesses dos partidos e penso que a uma grande falta de responsabilidade por parte dos partidos que assumiram a oposição até agora».

segunda-feira, maio 07, 2007

Parabéns Campeão

Para muitos ele é já melhor jogador do mundo, certo é que é campeão de Inglaterra pelo seu clube.

terça-feira, maio 01, 2007

1.º de Maio

O Dia do Trabalhador

Recorrendo ás origens, que marcaram o ano de 1886 lá para as bandas de Chicago, (creio que na maioria, comemoramos o dia do trabalhador (por ser feriado) sem a perfeita noção do verdadeiro significado deste dia) diz a história, que a primeira manifestação do 1.º de Maio tinha como objectivo sindical a reivindicação da redução da carga horária laboral diária para 8 horas.

Em Portugal, nessa época desconhecia-se o sindicalismo ou acção sindical que só se implantaria definitivamente após o 25 de Abril de 1974.

Ainda hoje, este dia reforça o objectivo da Internacional Socialista de Bruxelas, que eram; Homenagear às lutas sindicais de Chicago e por consequência, honrar a luta dos trabalhadores.

Defendo a comemoração do dia do trabalhador, como defendo o princípio ético que deve regular a pessoa, com os direitos e deveres em parceria, bem definidos e respeitados por todas às partes.

Que cada um, faça um juízo imparcial em relação ao seu trabalho e que conclua que é útil à empresa, pelo empenho e prestação diária, pelo gosto do trabalho que executa e essencialmente pela felicidade que o mesmo lhe dá. Que em troca, recebe o respeito, a compreensão e o apoio diário, acrescendo-lhe por isso a remuneração mensal.

É este o cenário que comemoro neste dia, o de um casamento feliz numa relação que deve saber coexistir.

Que sejamos felizes até que a reforma nos separe…

sábado, abril 28, 2007

O poeta beija tudo

O poeta beija tudo

O poeta beija tudo, graças a Deus... E aprende com as coisas a sua lição de sinceridade...

E diz assim: "É preciso saber olhar..."

E pode ser, em qualquer idade, ingénuo como as crianças, entusiasta como os adolescentes e profundo como os homens feitos...

E levanta uma pedra escura e áspera para mostrar uma flor que está por detrás...

E perde tempo (ganha tempo...) a namorar uma ovelha...

E comove-se com coisas de nada: um pássaro que canta, uma mulher bonita que passou, uma menina que lhe sorriu, um pai que olhou desvanecido para o filho pequenino, um bocadinho de sol depois de um dia chuvoso...

E acha que tudo é importante...

E pega no braço dos homens que estavam tristes e vai passear com eles para o jardim...

E reparou que os homens estavam tristes...

E escreveu uns versos que começam desta maneira: "O segredo é amar..."



(Sebastião da Gama)

quarta-feira, abril 25, 2007

Lições de Vida

Introdução

A história é retirada do livro – o que podemos aprender com os gansos – de Alexandre Rangel que segundo diz não são da sua autoria. São contribuições recebidas das mais diversas origens.



Lições de Vida

Eis algumas lições de vida, contadas por uma executiva bem sucedida:

«Aprendi que não posso exigir a amizade de ninguém, mas apenas dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência para que a vida faça o resto. Também aprendi que não importa quão valiosas são certas coisas para mim: haverá sempre pessoas que não lhes darão a mínima importância e jamais conseguirei convencê-las do contrário. A vida ensinou-me que posso passar anos a construir uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos. Outra lição de qualidade de vida é que consigo usar o meu charme apenas durante quinze minutos; depois disso, preciso de saber do que estou a falar. Posso fazer algo num minuto e ter de responder por isso o resto da vida. E também aprendi, ainda, uma coisa importante: perdoar exige muita prática e nos momentos mais difíceis a ajuda veio justamente da pessoa que eu julgava que ia tentar piorar a minha vida; e que eu posso ficar furiosa, tenho o direito de me irritar, mas não o de ser cruel e rude para com as pessoas.»

quinta-feira, abril 19, 2007

Martin Luther King

" Aprendemos a voar como os pássaros e a nadar como os peixes, mas não aprendemos a arte de conviver como irmãos."

Martin Luther King

domingo, abril 15, 2007

Universidade Independente – Associação Académica

Universidade Independente – Associação Académica

Que seja feita justiça, (já opinei sobre este assunto neste blog) creio que os alunos não são culpados do que acontece nesta Universidade e por isso não devem ser penalizados.

Insisto na mesma frase, “Que seja feita justiça e que os alunos não sofram consequências desta novela.”

Atento, como muito boa gente, ao desenrolar dos acontecimentos, concordo com o nosso Presidente da Republica quando diz que o caso do Sr. Eng.º Sócrates não é prioritário para o país, no entanto não deixo de ficar curioso com o seu desfecho final.

Viajo pela Internet, atento as novidades e encontrei algo que gostava de partilhar, pela argumentação, pela elaborada defesa e pela enumerada obra feita, a ser verdade, creio que é um enorme exemplo para todas Associações de Estudantes:

Comunicado A.A.UnI

http://aauni.no-ip.com/index.htm

Consultem e depois tirem as vossas conclusões…

domingo, abril 01, 2007

O PODER DO SORRISO

"Sorria sempre para não dar aos que te odeiam, o prazer de te ver triste; e para dar aos que te amam, a impressão de que és feliz. "

Anónimo

sábado, março 24, 2007

Leonardo da Vinci

" A sabedoria da vida não está em fazer aquilo que se gosta, mas em gostar daquilo que se faz."

Leonardo da Vinci

quarta-feira, março 21, 2007

Dia Mundial da Poesia

Hoje, 21 de Março de 2007 comemora-se o dia mundial da Poesia, para que fique esse registo personalizado, deixo a minha marca…num poema sobre a Poesia ou como alguns olhos a vêem…


ESTRANHA FORMA...

Procuro nas letras, coloridas
A amplitude do desejo
Estranha forma que protejo
Em forma de razão.
Defendo, o meu sentido
Até me sentir perdido
Estranha forma, estranha...
Que foge da ilusão
Procurando outra qualquer forma
Nesta estranha, estranha sensação.

As cores, entristecem
E os desejos fogem
Quando a luz se apaga.
Se a vida é a minha mágoa
Estranha forma, de viver
De sorriso estampado ao amanhecer
É um fogo posto.
As alegrias distantes e perdidas
Procuram quase esquecidas
Sem encontrarem o meu rosto.

domingo, março 18, 2007

Universidade Independente

A guerra começou sem aviso prévio, de um momento para o outro os telejornais nacionais abriram com o tema Universidade Independente, ouviram-se depoimentos do Reitor, dos “despedidos” e do presidente da Associação Académica, tudo aconteceu em menos de nada. A guerra já não tem limites, para atingir os objectivos. Como disse Roosevelt : "Muito melhor é arriscar coisas grandiosas para alcançar o triunfo e glória, mesmo expondo-se à derrota, do que formar fila com os pobres de espírito
que não gozam e nem sofrem muito, porque vivem numa penumbra
cinzenta no qual não conhecem derrota nem vitória."

Parece que, talvez, alguém tenha pensado assim. O tempo, em último recurso dirá quem são as personagens e quais são os objectivos nesta novela da vida universitária.

Nunca antes fiz qualquer artigo de opinião, nunca antes critiquei o que serenamente fui assistindo, no entanto, no meu íntimo uma preocupação crescia, os alunos.

Sei que estão muito bem representados, pela sua Associação Académica e pelo seu Presidente Hermínio Brioso, que desde 1998 tem vindo a fazer um trabalho exemplar, em prol dos alunos, criando formas de apoio e as infra-estruturas.

Afinal, não são os alunos a “essência” do ensino?

Quem vai evitar o impacto universitário e de curriculum académico que estes alunos sofreram e vão sofrer nos próximos anos?

Quem será responsabilizado por esta novela publica do ensino superior privado?

Aguardo um fim rápido e objectivo, embora saiba que as novelas duram e duram… sempre com uma porta aberta para novos episódios, também sei que a nossa sociedade em geral, gosta destas novelas de vida real, mesmo assim desejo que exista respeito, pelos alunos, pelas entidades e pelos seus representantes e pelas normas instituídas.

Que seja feita justiça e que os alunos não sofram consequências desta novela.

Leonardo Da Vinci

"Chegará o dia em que os homens conhecerão o íntimo dos animais e nesse dia, um crime contra um animal será considerado um crime contra a Humanidade."

Leonardo Da Vinci

sábado, março 17, 2007

F.C.Porto - Sporting C.P. 0-1

O Lance que fez a diferença, numa vitória justa do Sporting.

A História é uma Fábula Combinada

Essa verdade histórica, tão implorada, à qual todos se apressam a apelar, na maioria das vezes não passa de uma palavra: ela é impossível no próprio momento dos acontecimentos, no calor das paixões cruzadas; e se, mais tarde, nos pomos de acordo, é porque para os interessados, os contraditores não existem mais. Mas o que é então essa verdade histórica a maior parte das vezes? Uma fábula combinada...

Napoleão Bonaparte, in “Memorial de Santa Helena”

sexta-feira, março 16, 2007

A Busca da Glória

A maior baixeza do homem é a busca da glória, mas é também o mais seguro sinal da sua excelência; pois, por mais bens que possua na terra, por melhor saúde e comodidades que tenha, não está satisfeito se não for estimado pelos outros homens. Dá tal valor à razão do homem que, por mais regalias que tenha no mundo, se não estiver favoravelmente colocado na opinião dos homens, não estará contente. É esse o mais belo lugar do mundo; nada pode desviá-lo desse desejo, e é a qualidade mais indelével do coração do homem.

Blaise Pascal, in “Pensamentos

domingo, março 11, 2007

Associação – A ideia

É este um tema sempre actual e que gera alguns consensos, que se dividem em duas partes opostas, os defensores da sua criação e os que não concordam.
Todos terão argumentos generosos para fundamentar a sua tendência de opinião que é preciso saber respeitar. Alguns estarão disponíveis para contribuir para algo de novo, quando outros apoiam com o seu desejo na mudança. Todos têm os seus motivos e as suas fortes convicções, o que é legítimo.
Importante é retirar a essência desta ideia, que creio, passa pela forma como sentimos a sociedade em que estamos envolvidos, passa pela dinâmica de vida que projectamos para a nossa família e principalmente passa pela necessidade que sentimos em termos profissionais.
Quando este tema se repete, é óbvio que urge mudar, porque os acontecimentos são penalizadores e todos estamos conscientes desses factores.
O profissional deste sector já deu várias provas que está atento, que sabe o que não quer, no entanto existe a diferença que não significa que saiba o que quer ou como conseguir conquista-lo, porque é mais fácil justificar o que não queremos do que fundamentar, construir e pôr em prática o que desejamos.
Por tudo isso, todos os movimentos devem ser bem pensados e devem ser iniciados sem preconceitos, sem estigmas e sem tabus. Para que assim suceda é preciso acabar com a divisão da controvérsia no sector, muito bem aproveitada por alguns, e consciencializarmo-nos que a união é fundamental, afinal, associação significa isso mesmo, pois os sinónimos são esclarecedores: União, Colectividade, Sociedade, Corporação, Federação, etc.
É preciso afastar a barreira criada por nós, é preciso vontade e galhardia. Quantos as criticas são bem vindas, se forem construtivas tanto melhor pois demonstrarão que estamos perante um conjunto de pessoas inteligentes que pensam pela sua própria cabeça. Se algum dia estiver reunido esse conjunto de condições serei o primeiro a dar-vos os parabéns e a disponibilizar-me em ajudar, não porque me sinta superior porque o não sou, mas porque se assim acontecer, quem conseguirá rejeitar dar uma mãozinha em prol de todos?
Até lá, devemos saber viver com aquilo que temos e tirar o maior proveito do que já existe, nunca fechando portas aos melhoramentos que possam nascer.
Com amizade e consideração.

Editado no fórum do site da Vigilância em 10/03/07

O Saber da Experiência

É sempre melhor comprovar as coisas pela experiência do que apenas saber. Porque se depende da adivinhação ou suposição ou de conjecturas, nunca se fica educado. Há coisas que não podemos descobrir mas nunca perceberemos se são desse tipo se não experimentarmos. Pois é, temos de ser pacientes e perseverar na experiência até compreendermos que não podemos compreender. E é maravilhoso quando assim é, torna o mundo tão interessante. Se não houvesse nada para descobrir seria uma chatice. Só mesmo o tentar descobrir e não conseguir é tão interessante como o tentar descobrir e consegui-lo, se calhar até mais, não sei...

Mark Twain, in 'O Diário de Adão e Eva'

sábado, março 10, 2007

A NOSSA VERDADE

A Nossa Verdade

A verdade é aquilo que todo o homem precisa para viver e que ele não pode obter nem adquirir de ninguém. Todo o homem deve extraí-la sempre nova do seu próprio íntimo, caso contrário arruína-se. Viver sem verdade é impossível. A verdade é talvez a própria vida.

Franz Kafka, in “Conversas com Kafk”'

sábado, março 03, 2007

A Passagem

A PASSAGEM


O menino estava só e triste. Seu pai tinha-lhe proibido ás coisas que ele mais queria. Resultado de estar a decorrer um mau ano escolar.
O menino fazia sempre tudo o que queria, umas vezes ás escondidas, outras ás claras e não ligava muito à escola.
O menino no entanto, era muito inteligente, apesar de preguiçoso e dava-se pelo nome de Joel.
Um dia, Joel saiu das aulas e foi para casa com a missão de transmitir mais uma dura mensagem.
Quando naquele dia descobriu Cláudio, seu pai, depressa transmitiu a mensagem que tinha obrigatoriamente para dar-lhe:
- Pai, vou perder mais um ano de escola ! - disse-o em voz agreste e apressada de um antecipado culpado, à espera de uma reacção drástica de seu paciente pai
Cláudio, chamou-o ao escritório para uma conversa séria e adulta
- Filho, o que queres fazer nesta vida, além de brincar ?
- Quero ser feliz, quero que todos sejam felizes, e queria também ter muito dinheiro, para puder fazer tudo aquilo que quisesse. – respondeu Joel com uma voz trémula, mas esperançado, enquanto o pai o ouvia atentamente
- Querido filho, a vida é feita de etapas, todas as que deixares para trás sem as ultrapassares, dificilmente as conseguiras emendar ou alterar, se não estiverem realmente bem. – explicava Cláudio calmamente
- Na vida tens sempre uma opção para fazeres e esse conjunto de opções é que farão a estrada que nela caminharas para atingires, ou não, o objectivo proposto – continuou a explicação de Cláudio
Joel, retirou-se para o seu quarto com o consentimento do seu pai.
Nos dias seguintes, não voltou á escola, refugiou-se no quarto a pensar na conversa que tinha tido.
Não brincava, nem estudava. Não estava alegre, nem tão pouco estava triste. Apenas e só pensativo.
Uns dias depois, numa manhã de intenso nevoeiro, aproximou-se do seu pai para perguntar-lhe:
- Pai, tu que tens mais experiência de vida do que eu, até porque és mais velho, sabes á resposta de todas ás perguntas ?
Cláudio, compreendeu a confusão instalada na cabeça de Joel, olhou-o sereno e respondeu-lhe:
- Não, filho. Mas sei as resposta sobre todas as asneiras que cometi, quando tinha a tua idade, por não dar ouvidos aos meus pais, nem a ninguém, cometi os meus próprios erros com a grande convicção de que não os estava s cometer, apreendendo com eles.
Joel ouvindo com atenção, percebeu e não perdeu tempo, nem a oportunidade dada pelo seu pai, pediu-lhe:
- Pai, se eu quiser evitar todos os erros que tu com a minha idade fizeste, tu ajudas-me ?
- Claro! – saiu da boca de Cláudio, entusiasticamente
- Desde que tu queiras, e sejas humilde para o perceberes – completou Cláudio
Joel esboçou um enorme sorriso de satisfação, questionando-se:
- Porquê desperdiçar tão grande e preciosa ajuda, se certamente haverá alturas na minha vida em que vou ter que optar, decidir sozinho, sem qualquer ajuda.
- Afinal, à muito que tentava explicar-te isso, talvez por outras palavras ou de uma forma que não conseguia passar a mensagem – rejubilou Cláudio
- Obrigado e desculpa, pai – sentenciou-se Joel, passando a explicar
- Obrigado, pela paciência e pela entrega, por nunca teres desistido de tentares, que eu percebesse o caminho da vida e desculpa por nunca ter acreditado, por ter-me portado infantilmente.
O sorriso de ambos uniu-se, dando uma grandiosidade impar ao gesto natural e justificado, como que selando um pacto singular e perpetuo.
A vida começou a fazer sentido, a Joel, porque tinha descoberto a estrada que o podia levar a atingir os seus objectivos propostos.

domingo, fevereiro 25, 2007

Ralph Waldo Emerson

Opinião Independente

É fácil viver no mundo conforme a opinião do mundo: é fácil na solidão viver conforme a própria opinião; mas grande homem é o que, no meio da multidão, conserva com plena serenidade a independência da solidão.

Ralph Waldo Emerson, in “Ensaios”

sábado, fevereiro 24, 2007

Pensamentos

TEMPO QUE O TEMPO NÃO TEM

Sentei-me ao computador, sem nenhuma ideia definida, abri uma folha em branco e comecei a escrever... entre pausas para pensar no que escrevia, no que iria escrever, parei no tempo e pensei, e se fosse o ano de 1944, não havia computador, e se eu escrevesse tipo José Saramago, iria ser interessante como difícil, talvez o mais certo era nem conseguir, mas tentar não se nega, não é. Há muito que ando perdido no tempo, no meu tempo, porque sempre pensei que deveria ter vivido no tempo dos reis, onde dávamos o devido tempo que o tempo merecia, onde existia fabulosas aventuras perdidas no espaço e outra vez no tempo, comparado com os tempos de hoje deixam-me a saudade de ter ouvido falar desses tempos, a lucidez do que hoje acontece, tudo o que sabemos e ainda aquilo que ignoramos como que se de pessoas toninhas fossemos.
Sentei-me ao computador para dar liberdade a minha expressão, para escrever uma dúzia de asneiras, convencido de estar a produzir algo de mínima importância, mais, algo que fará alguém perder o seu tempo a ler... sempre o tempo no meu caminho, hoje o tempo tem muito valor porque é precioso, um bem de ninguém, mas, de cada um, ou também não.
Que mistura de palavras, significará uma mente perturbada, ou talvez o simples facto de tentar escrever o máximo possível em tão pouco tempo, ou ainda poderá significar a tentativa, pálida, de semear palavras e mais palavras para colher alguma ideia, primitiva que seja, com o mínimo de decência.
Sentado ao computador, escrevo, mas, não estou, num século passado, não vivo no tempo de dar tempo ao tempo, vivo ou sobrevivo no tempo em que o tempo nos foge das mãos, em que nos falta para tudo e em que nada fazemos para o agarrar, em que o bem precioso chamado tempo se esgota de uma forma simplesmente banal, num artífice brilhante, iluminado o que se confunde, e pensamos nós que somos felizes, que as histórias que lemos são reais, e apesar de tudo ignoramos a verdade, toda a verdade... não vivemos, não somos nós próprios, não construímos o presente nem o futuro, somos nadas soltos, entrelaçados em pequenos interesses que nos sugam a memória, e nos empurram para a tendência.
Olá prisioneiros do mundo, colegas de imaginação, Olá povo cego e ordeiro que trabalha sem saber porquê, olá prisioneiros da imagem, estamos todos no mesmo circuito do tempo, estamos todos com o tempo contado e essa semelhança apenas nos afasta. É pena.

terça-feira, fevereiro 20, 2007

Carnaval

Carnaval

História e etimologia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Carnaval

Para alguns pesquisadores o Carnaval tem raízes históricas que remontam aos bacanais e a festejos similares em Roma; alguns historiadores mais ousados chegam mesmo a relacionar o Carnaval a celebrações em homenagem à deusa Ísis ou ao deus Osíris, no Egipto antigo. Uma outra corrente acredita que a festa se iniciou com a adopção do calendário cristão.
Em Roma havia uma festa, a Saturnália, em que um carro no formato de navio abria caminho em meio à multidão, que usava máscaras e promovia as mais diversas brincadeiras. Essa festa foi incorporada pela Igreja Católica, e segundo alguns a origem da palavra Carnaval é carrum navalis (carro naval). Essa etimologia, entretanto, já foi contestada. Actualmente a mais aceita é a que liga a palavra "Carnaval" à expressão carne levare, ou seja, afastar a carne, uma espécie de último momento de alegria e festejos profanos antes do período triste da Quaresma.
Em 1091 a data da Quaresma foi definitivamente estabelecida pela Igreja Católica; como consequência indirecta disso, o período de Carnaval se estabeleceu na sociedade ocidental, sofrendo, entretanto, certa oposição da Igreja, na Europa. Embora alguns papas tenham permitido o festejo, outros o combateram vivamente, como Inocêncio II.
À sequência do Renascimento o Carnaval adoptou o baile de máscaras, e também as fantasias e carros alegóricos. Ao carácter de festa popular e desorganizada juntaram-se outros tipos de comemoração e progressivamente a festa foi tomando o formato actual, que se preserva especialmente em regiões da França, Itália e Espanha, Portugal e Brasil.

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Carnavais Famosos:

Brasil – Carnaval do Rio de Janeiro – Bahia – S. Paulo
Itália – Carnaval de Veneza
Portugal – Torres Vedras – Ovar – Loulé

Devo confessar que esta é uma época que não me diz muito, porque não gosto de mascarar-me, nem acho muita piada as brincadeiras. No entanto confesso que na minha adolescência fiz algumas brincadeirinhas alusivas á quadra….

domingo, fevereiro 18, 2007

O Dia do YOGA – 18 de Fevereiro








O Dia do YOGA – 18 de Fevereiro

Comemora-se hoje o dia do Yoga em Portugal e através da Uni-yôga http://www.yoga.online.pt/portal.html houve uma divulgação em Lisboa, em pleno Terreiro do Paço com duas coreografias de demonstração http://www.yoga.online.pt/swasthya.html

Depois aconteceu uma aula de Swásthya Yôga para todos os presentes que quisessem ter um contacto com esta pratica.

Deixo aqui, os contactos para quem quiser aderir ou saber mais:
http://www.yoga.online.pt/unidades.html

E como não podia deixar passar, deixo as fotografias que testemunham a excelente tarde passada no Terreiro do Paço.

Os agradecimentos aos Professores:

• Prof. Sara Garcia http://www.yogamadora.com/ mailto:amadora.pt@uni-yoga.org
• Prof. Pedro Cardoso http://www.yoga.online.pt/unidade_camoes.html mailto:camoes.pt@uni-yoga.org
• Prof. Bruno http://www.yoga.online.pt/unidade_camoes.html

Muito Obrigado, a todos os que estiveram presentes e em especial aos que participaram na aula de demonstração.

Lisboa, 18 de Fevereiro de 2007




segunda-feira, fevereiro 12, 2007

I Had A Dream





I Had A Dream

Joss Stone

Composição: Jon B. Sebastian

I had a dream last night
What a lovely dream it was
I dreamed we all were alright
Happy in a land of oz
Why did everybody laugh when I told them my dream?
I guess they all were so far from that kind of that scene
Feelin real mean

I heard a song last night
What a lovely song it was
I thought I'd hum it all night
Unforgettable because..

All of the players were playing together
And all of the happies were as light as a feather
See, your love remember is a freeing of soul
But as I recall, the rest will just follow

I had a dream last night
What a lovely dream it was
I dreamed we all were alright
Happy in a land of oz
What a lovely dream it was
What a lovely dream it was

What a lovely dream it was

sábado, fevereiro 10, 2007

O País “Encerrado”

O País “Encerrado”


É impressionante o que acontecido por esse país fora, em relação ao muito que se tem encerrado e se projecta vir a encerrar, desde da Saúde (Hospitais, Centros de Saúde, Maternidades) passando pela Segurança (PSP, GNR e Prisões) ou pelo Ensino (Escolas, Cursos Superiores, etc).

Ninguém sabe o que mais irá fechar, o silêncio é cúmplice da impotência ou da aceitação, quando um dia tivermos tudo fechado e que dê azo as chegadas dos nossos vizinhos, com a luz magnifica da capacidade de investimento e aquisição…então daqui El-rei, que outras batalhas sejam rendidas…

Pequenas notícias que passaram na nossa comunicação escrita nos últimos tempos, para ler e pensar…

·

Prisões – Ministério da Justiça

O Ministério da Justiça vai encerrar a prisão de Santarém até ao final de Julho. A cadeia foi inaugurada há apenas seis anos para receber polícias. Na altura, era uma prioridade. Agora, a prioridade é vender património.

HospitaisMinistério da Saúde

Além do encerramento do Hospital do Desterro, no futuro o Governo pretende fechar também os hospitais de S. José, Capuchos, Santa Marta e maternidade do Dona Estefânia, referiu o sindicalista, considerando depois que o objectivo do Executivo é "uma redução significativa do investimento do Estado (na Saúde) e a entrada de grupos económicos e financeiros para fazer da Saúde outro grande negócio do século".

MaternidadesMinistério da Saúde

Mais de seis mil pessoas rumam amanhã a Lisboa numa mega manifestação contra o encerramento de pelo menos 13 maternidades. Depois dos protestos de militares, funcionários públicos, magistrados e agricultores, agora é a vez da revolta das ‘mães’ contra as medidas do Governo.

Maternidade encerrada no Amadora – Sintra

Hospital fechou serviço de urgência durante dois dias por falta de médicos

EscolasMinistério da Educação

É o processo de reordenamento da rede escolar em curso: daqui a um ano, pelo menos mais 900 escolas do 1.º Ciclo estarão encerradas. A garantia foi dada ontem pelo secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, que presidiu em Viana do Castelo à cerimónia de homologação de mais 43 cartas educativas, que vão beneficiar 17 638 estudantes. Até 2009, o número de escolas a fechar deve rondar os três mil estabelecimentos.

PSP & GNRMinistério da Administração Interna

O ministro da Administração Interna, António Costa, avançou ontem que o Governo vai anunciar no primeiro trimestre de 2007 o novo mapa do dispositivo territorial da GNR e da PSP.

O ministro reconheceu ainda que existe um déficit de instalações e de equipamentos nas duas forças de segurança. Vinte e dois por cento dos postos da GNR e 18 por cento das esquadras da PSP deverão ser encerrados.

Outras notícias poderiam aqui ser colocadas, com mais ênfase ou com maior impacto social, no entanto para pensar estas bastam.

PS. Os nossos vizinhos já estão implantados no nosso mercado de trabalho, de lazer, um pouco por todas as áreas da sociedade e ninguém dá a devida importância a esse fenómeno. Pagaremos um preço altíssimo pela nossa destreza.

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Os Grandes Portugueses

OS GRANDES PORTUGUESES

Faça aqui o seu comentário e/ ou o seu voto – um blog de Opinião

Dados tirados do site da RTP:

http://www.rtp.pt/wportal/sites/tv/grandesportugueses/programa.php

Os Grandes Portugueses é um projecto baseado no formato original da BBC “Great Britons” que foi um grande sucesso no Reino Unido, e do qual já foram produzidas versões locais em países tais como a Holanda, a Alemanha, o Canadá, a França, a Bélgica, Finlândia, África do Sul, entre outros.

Para que possa comparar os nossos grandes com os deles, incluímos a lista dos 10 Mais de alguns países onde o formato foi exibido.

Os 10 Mais no Reino Unido

1 Winston Churchill
2 Isambard Kingdom Brunel
3 Diana, Princesa de Gales
4 Charles Darwin
5 William Shakespeare
6 Isaac Newton
7 Rainha Elizabeth
8 John Lennon
9 Almirante Nelson
10 Oliver Cromwell

Os 10 Mais na Alemanha

1 Konrad Adenauer
2 Lutero
3 Karl Marx
4 Willy Brandt
5 Sophie und Hans Scholl
6 Bach
7 Guttenberg
8 Goethe
9 Otto von Bismarck
10 Albert Einstein

Os 10 Mais em França

1 Charles de Gaulle
2 Louis Pasteur
3 Abbé Pierre
4 Marie Curie
5 Coluche
6 Victor Hugo
7 Bourvil
8 Molière
9 Jacques Yves Cousteau
10 Edith Piaf

Os 10 Mais nos Estados Unidos da América

1 Ronald Reagan
2 Abraham Lincoln
3 Martin Luther King, Jr
4 George Washington
5 Benjamin Franklin
6 George W Bush
7 Bill Clinton
8 Elvis Presley
9 Oprah Winfrey
10 Frankin D. Roosevelt

A República Checa, a África do Sul, a Finlândia e a Bélgica também já elegeram os seus 10 Mais.
No caso dos checos foram eleitas figuras como, Václav Havel (ex-presidente e dramaturgo) e Dvorak (compositor). Para os Sul-africanos, Nelson Mandela (ex-presidente) e o Dr. Christiaan Barnard (desenvolveu a técnica do transplante cardíaco) mereceram fazer parte do grupo dos 10 mais populares, enquanto que na Finlândia fez parte dessa lista, Jean Sibelius (compositor). Os belgas optaram por Jacques Brel (cantor), Eddy Merckx (ciclista) e Hergé (criador do Tintim).

O programa também foi produzido na Malásia e Equador, encontrando-se neste momento em produção no Chile.

Os 10 finalistas são:

1. D. Afonso Henriques – Rei - 1111 -1185

Foi o primeiro rei de Portugal, um dos Estados mais antigos da Europa. Definiu, através de várias conquistas, praticamente o território que é hoje Portugal. Soube sacrificar-se em nome de um sonho quando lutou contra a mãe em São Mamede e fez as pazes com Afonso VII, rei de Leão e Castela. Após a mítica batalha de Ourique, foi coroado rei. Foi um homem sem medo. Nasceu em Guimarães e morreu em Coimbra, onde está sepultado. Quando deu por terminada a obra, o território nacional estava quase delineado. “Aí tem um português que, em vida, conseguiu ter um sonho e concretizá-lo”, diz o cineasta António Pedro Vasconcelos.

2. Álvaro Cunhal – Político - 1913 -2005

É o símbolo da luta contra o salazarismo. Com um inflexível código de honra, iniciou a actividade revolucionária quando estudava na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Preso pela PIDE durante 11 anos, foi eleito secretário-geral do PCP em 1961. Cunhal era um lobo de inteligência e astúcia. Por nascimento e educação nunca deixou de ser um aristocrata, mas abdicou de tudo em prol de um ideal. “Teve uma fidelidade inquebrantável aos valores em que acreditava, mesmo quando estavam a ruir por completo”, lembra João Soares, deputado do PS. Ministro sem pasta dos primeiros quatro Governos do pós-25 de Abril. Autor de vasta bibliografia.

3. António de Oliveira Salazar – Político - 1889 -1970

Dirigiu, de forma ditatorial, os destinos do País durante quatro décadas. Foi ministro das Finanças, presidente do Conselho de Ministros, fundador e chefe do partido União Nacional. Afastou todos os que tentaram destituí-lo do cargo. Instituiu a censura e a polícia política. Criou dois movimentos paramilitares: a Legião e a Mocidade Portuguesas. Mas equilibrou as finanças públicas, criou as condições para o desenvolvimento económico, mesmo que controlado, e conseguiu que Portugal não fosse envolvido na II Guerra Mundial. Manteve a separação entre o Estado e da Igreja. Figura controversa, marcou sem dúvida a história do País.

4. Aristides de Sousa Mendes – Diplomata - 1885 -1954

Os homens são do tamanho dos valores que defendem. Aristides de Sousa Mendes foi, talvez por isso, um dos poucos heróis nacionais do século XX e o maior símbolo português saído da II Guerra Mundial. Em 1940, quando era cônsul em Bordéus, protagonizou a "desobediência justa". Não acatou a proibição de Salazar de se passarem vistos a refugiados: transgrediu e passou 30 mil, sobretudo a judeus. Foi demitido compulsivamente. A sua vida estilhaçou-se por completo. "É o herói vulgar. Não estava preso a causas. Estava preso a uma questão fundamental: a sua consciência", afirma o jornalista Ferreira Fernandes.

5. Fernando Pessoa – Poeta - 1888 -1935

É considerado, a par de Camões, o maior poeta da língua portuguesa. Deixa uma obra única, pela sua duração, originalidade e universalidade. Perito nas subtilezas da escrita, escreve com lucidez inabalável. Fernando Pessoa cria o seu próprio mundo. Um espírito rico e paradoxal não se podia resumir a uma só personalidade. Com a criação dos heterónimos, o poeta gera, em torno de si, um mistério que perpetua o seu nome infinitamente. “Imortal”, resume Pinto da Costa, professor catedrático de Medicina Legal.

6. Infante D. Henrique – Estadista - 1394 -1460

Este homem desvendou os mistérios do oceano. Com extraordinária obstinação, o Infante D. Henrique foi o mentor da expansão ultramarina que, mais tarde, desencadeou os descobrimentos. Revelou-se muito hábil a farejar boas oportunidades de investida. Culto, empreendedor, prospectivo, o Infante D. Henrique preparou Portugal para aquela que foi a grande gesta nacional. Deu, na expressão de Camões, “novos mundos ao mundo”. “É o verdadeiro iniciador da expansão universal de Portugal e da Europa”, afirma Ferreira do Amaral, ex-ministro das Obras Públicas.

7. D. João II – Rei - 1394 -1460

Duas palavras descrevem D. João II: clarividência e determinação. Com apenas 19 anos planeou a expansão marítima portuguesa e pensou grande: assinou o Tratado de Tordesilhas, assegurando para Portugal a posse do Brasil e a manutenção do comércio com a Índia. Foi um monarca implacável, que não hesitou diante de nada para atingir os seus objectivos. Mesmo que isso significasse aniquilar os inimigos. Tinha uma jovem austeridade, mas o seu sentido de justiça tornou-o querido do povo. “Colocou Portugal no centro do mundo”, diz o historiador de arte Anísio Franco.

8. Camões – Poeta - c. 1525 -1580

É o gigante das letras e o maior poeta da língua portuguesa - e um dos grandes poetas da Humanidade. Além de “Os Lusíadas”, deixa uma vastíssima obra poética. Viveu uma infância de privações, mas a sua curiosidade de aventureiro fê-lo alistar-se na milícia do ultramar. Viveu várias adversidades em Goa. O autor que sobreviveu a todas as intempéries mostra, quase cinco séculos depois, que a sua poesia escapou ilesa ao passar do tempo. Camões é, sobretudo, o símbolo de Portugal. “Foi cidadão antes de haver cidadania”, diz o historiador Medeiros Ferreira.

9. Marquês de Pombal – Estadista - 1699 -1782

Foi o mais notável estadista do seu tempo. O Marquês de Pombal revolucionou o País a nível económico, educacional e cultural. Com o terrível terramoto de 1755, provou as suas capacidades reformadoras e fez nascer uma nova Lisboa que sobrevive até hoje. Uma das grandes personagens da história de Portugal - e uma das mais controversas. “É uma lição para toda a cultura ocidental e universal”, afirma o historiador Rui Afonso. Mas há um “lado B” em Marquês de Pombal: ele também foi um clone do totalitarismo. É conhecida a sua face tirânica e as suas acções despóticas. O seu legado, porém, é inegável.

10. Vasco da Gama – Navegador – c. 1468 -1524

Realizou a primeira viagem marítima para a Índia. Ligou definitivamente a Europa e a Ásia em finais do século XV. Vasco da Gama tem, por isso, lugar assegurado na história mundial. Com ele surgiu, pela primeira vez, o sentido da globalidade. Para muitos foi o maior dos desbravadores, um negociador de dente afiado e um verdadeiro timoneiro para os homens que o acompanharam. Mais: “Os Lusíadas” existem devido à viagem de Vasco da Gama. Dono de um temperamento impulsivo, estava destinado a ser sacerdote, mas acabou por ser descobridor, guerreiro e vice-rei da Índia. “Projectou a Europa no Mundo”, diz, convicto, Marcelo Rebelo de Sousa.


O meu voto está repartido por dois grandes portugueses, pelo que no momento em escrevo estas linhas ainda não tenho qualquer decisão, sei apenas que o nome sairá desses dois…

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Manuel Pinho – Imparável




Manuel Pinho – Imparável

Não seria de todo necessário uma viagem tão longa para este senhor fazer uma demonstração erudita de como se pode ser visionário em Portugal nos tempos que correm.

“Estou muito feliz por estar na China, é a segunda vez que cá venho, desde que aqui estive há 15 anos, no Sul, está tudo muito melhor e muito diferente Fizemos uma longa viagem de 12 horas e chegámos todos muito fatigados Mas quando vínhamos do aeroporto para o hotel reparei na avenida e pensava que era a Madison Square em Nova Iorque Depois vi que era mais bonita e mais moderna e percebi que estava na China isso prova a grande prosperidade deste país”.

São as suas primeiras palavras, como bom português que se deve sentir, tem a obrigação de colocar dois sentimentos opostos no mesmo caminho, o sacrifício e o elogio.

Como Ministro da Economia, primeiro e depois como bom “tuga”, teria que ter a sua arma secreta, algo que definitivamente conquistasse o objectivo da viagem daquele, no Fórum de Cooperação Empresarial Portugal China 2007

“Portugal é um país competitivo em termos de custos salariais. Os custos salariais são mais baixos do que a média dos países da UE e a pressão para a sua subida é muito menor do que nos países do alargamento”

Não! Ninguém atingiu a capacidade de perceber o poder e a inovação daquela afirmação, mas estão todos enganados, os visionários sofrem destes males, são mal compreendidos na época… é o normal porque o povo não está preparado para entender, e quando passa para além do dito povo?

“Acredito que o PSD e que o CDS-PP e os sindicatos estejam a tentar fazer passar a ideia de que defendi um modelo de salários baixos em Portugal, mas qualquer pessoa minimamente inteligente compreende que não foi isso que fiz”

É fácil de entender, oposição politica, esquerdistas, ou será que não há pessoas minimamente inteligentes que possam dar uma ajudinha?

Simplesmente imparável.

Se fosse arte, este senhor, no teatro seria representado num drama, na pintura numa tela de Picasso, na literatura num poema de Florbela Espanca. Mas não, é na natureza das coisas e das pessoas que descobrimos as razões que se confundem e atrapalham…

Escolheria a natureza, a verdadeira natureza para caracterizar tão importante personagem do nosso governo, recorrendo a uma fotografia de uma amiga, colocaria a seguinte legenda:

A PERSONAEM ISOLADA, QUE COM TANTA ÁGUA QUE METEU, FEZ UM GRANDE BURACO NO SEU GOVERNO.


domingo, janeiro 28, 2007

A História é Sempre Fabricada

A História é Sempre Fabricada

A história não está ligada ao homem, nem a qualquer objecto em particular. Consiste inteiramente no seu método; a experiência comprova que ele é indispensável para inventariar a integralidade dos elementos de uma estrutura qualquer, humana ou não humana. Longe portanto de a pesquisa da inteligibilidade resultar na história como o seu ponto de chegada, é a história que serve de ponto de partida para toda a busca de inteligibilidade. Assim como se diz de certas carreiras, a história leva a tudo, mas contanto que se saia dela.

Claude Lévi-Strauss, in “O Pensamento Selvagem”

sábado, janeiro 27, 2007

A Sabedoria e a Alegria

A Sabedoria e a Alegria

Vou ensinar-te agora o modo de entenderes que não és ainda um sábio. O sábio autêntico vive em plena alegria, contente, tranquilo, imperturbável; vive em pé de igualdade com os deuses. Analisa-te então a ti próprio: se nunca te sentes triste, se nenhuma esperança te aflige o ânimo na expectativa do futuro, se dia e noite a tua alma se mantém igual a si mesma, isto é, plena de elevação e contente de si própria, então conseguiste atingir o máximo bem possível ao homem! Mas se, em toda a parte e sob todas as formas, não buscas senão o prazer, fica sabendo que tão longe estás da sabedoria como da alegria verdadeira. Pretendes obter a alegria, mas falharás o alvo se pensas vir a alcançá-la por meio das riquezas ou das honras, pois isso será o mesmo que tentar encontrar a alegria no meio da angústia; riquezas e honras, que buscas como se fossem fontes de satisfação e prazer, são apenas motivos para futuras dores.

Toda a gente, repito, tende para um objectivo: a alegria, mas ignora o meio de conseguir uma alegria duradoura e profunda. Uns procuram-na nos banquetes, na libertinagem; outros, na satisfação das ambições, na multidão assídua dos clientes; outros, na posse de uma amante; outros, enfim, na inútil vanglória dos estudos liberais e de um culto improfícuo das letras. Toda esta gente se deixa iludir pelo que não passa de falacioso e breve contentamento, tal como a embriaguez, que paga pela louca satisfação de um momento o tédio de horas infindáveis, tal como os aplausos de uma multidão entusiasmada - aplausos que se ganham e se pagam à custa de enormes angústias! Pensa bem, portanto, no que te digo: o resultado da sabedoria é a obtenção de uma alegria inalterável. A alma do sábio é semelhante à do mundo supra lunar: uma perpétua serenidade. Aqui tens mais um motivo para desejares a sabedoria: alcançar um estado a que nunca falta a alegria. Uma alegria assim só pode provir da consciência das próprias virtudes: apenas o homem forte, o homem justo, o homem moderado pode ter alegria.

Séneca, in “Cartas a Lucílio”

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Aquarela - Toquinho

Aquarela - Toquinho




Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva
E se faço chover com dois riscos tenho um guarda-chuva
Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel
Num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu
Vai voando contornando
A imensa curva norte sul
Vou com ela viajando
Havaí, Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela branco navegando
é tanto céu e mar num beijo azul
Entre as nuvens vem surgindo
Um lindo avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo
Com suas luzes a piscar
Basta imaginar e ele está partindo
Sereno indo
E se a gente quiser
Ele vai pousar
Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida
Com alguns bons amigos, bebendo de bem com a vida
De uma América à outra consigo passar num segundo
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo
Um menino caminha e caminhando chega no muro
E ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está
E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença muda nossa vida
E depois convida a rir ou chorar
Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos numa linda passarela
De uma aquarela que um dia enfim
Descolorirá
Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
Que descolorirá
E se faco chover com dois riscos tenho um guarda-chuva
Que descolorirá
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo
Que descolorirá





segunda-feira, janeiro 22, 2007

O Oculto Vagabundo

(pela primeira vez um pequeno conto em vez de uma crónica, espero que seja do v/agrado)

CONTOS

O Oculto Vagabundo

Isolo-me no quarto. Fecho a porta, desligo o telemóvel e ignoro tudo o que se passa para lá da janela. Ainda que só, não consigo sentir-me isolado. Fisicamente cumpro todas as regras com o objectivo de estar só, mas tenho dificuldades em transmitir essa ordem ao meu pensamento, que ainda anda a “vaguear” por todo o lado. Demora mais e requer outro género de trabalho, o de trazer o pensamento para aquele quarto frio, para fazer- me companhia e em conjunto começarmos um trabalho apurado.

Porque existe a necessidade de qualquer pessoa se isolar num quarto? Os motivos podem ser variados, incorporam-se com o género de pessoas que procuram esta passagem secreta, como que de um julgado com os seus objectivos ou necessidades amplamente estipulados. Uns para estudar, outros para pensarem na vida, e ainda outros para estarem no sossego para descansarem.

Romano queria estar isolado, para se concentrar, pois queria fazer algo que muito apreciava e em simultâneo necessitava, escrever.

Gostava muito de escrever. Estranho era que nunca se sentia à vontade para mostrar a alguém aquilo que desde muito novo ia escrevendo. Sentia falta de confiança em si próprio, achava-se um miserável escritor, daqueles que por muito que escrevesse nunca, mas nunca iria nascer dali alguma coisa com o mínimo de condições para alguma vez ser lido. Também tinha outra ideia, fixa, era que aquilo que escrevia era tão intimo, tão intimo, que só tinha razão de ser para ele, por isso era pessoal e não deveria de interessar a mais ninguém, nem tão pouco deveria de ser visto por qualquer outra pessoa.

Romano, nascera numa época difícil, numa família com dificuldades, mas num esforço conjunto dos seus pais, tivera uma infância feliz, onde o essencial não lhe faltara, e assim concluíra os estudos com notas bastante boas.

Havia uma professora que gostava muito dele, tentara influenciá-lo a prolongar os estudos, porque achava que ele tinha potencialidades para tirar um curso superior e assim poder ter uma vida melhor, bem como a ser talvez mais útil a sociedade e dizia-lhe muitas vezes: «Romano, nasceste para ser psicólogo, vejo-te e sinto-o com muita facilidade, nessa área és como peixe dentro de água». Mas, Romano, não dava muita importância as palavras daquela professora amiga.

Romano estava decidido a ir trabalhar. Cedo arranjou namorada e a mesada já não dava para chegar a todos os desejos que iam aparecendo.

Sara, era uma jovem esbelta e inteligente. Os seus olhos verdes, tinham um brilho cativante e o seu sorriso contagiava qualquer um.

Sara, embora não parecesse, era um ano mais velha que Romano. Fizera vinte e um anos, três dias antes de começar o namoro com Romano. Faziam um belo par, daqueles que é bom vê-los juntos, porque se completavam muito bem.

Após alguma procura, Romano iria começar a trabalhar na segunda-feira seguinte. Tinha finalmente encontrado um trabalho. Era o seu primeiro emprego e o que parecia ser à sua medida. Era um trabalho de administrativo numa empresa em crescimento. Romano era minucioso e calmo, enquadrava-se naquele projecto e também estava em crescimento. O seu salário seria baixo. Inicialmente, esperava.

Aquele fim-de-semana, seria o último que teria antes de começar a sua nova vida de trabalhador. Sentia-o aproximar com grande rapidez e também isso deixava-o nervoso.

Romano no quarto conseguiu escrever numa folha de cetim:

- “Entre quatro paredes viajo imenso, adquiro variadas personalidades e crio um império de oportunidades.

Lembro-me que em tempos entrei num quarto de uma casa distante, numa pequena cidade de um pais longínquo.

Sei que por alguns momentos vivi a vida de outro alguém. Num cúmplice anonimato, com a particularidade de não ter tirado nada. Nem ter acrescentado alguma coisa, como que de estranho nada houvesse.

Nem tão pouco sei porque ando de um lado para o outro sem que seja dono de um milésimo de segundo que seja, sem que seja apenas eu. Não tenho qualquer poder, nem fujo de nada. Viajo tão só como tão triste, sem bilhete nem destino.

Empresto-me a um qualquer corpo que tenha nome e usufruo o que existe em seu redor. Sou um anónimo egoísta. Sou um aventureiro vagabundo deste segredo, prisioneiro que desconhece a sua razão.

Desculpa Romano, nem reparaste que por momentos não eras tu próprio.

Desculpa Sara, apreciei-te em qualquer momento mas nunca dir-te-ei o que realmente aconteceu, porque a ausência de respostas é melhor para ambos. Guardarei simplesmente a tua imagem para todo o sempre, é tudo com que posso ficar, definitivamente.

Boa sorte a ambos”.

Abro os olhos lentamente. Vejo uma escuridão ameaçada por uns raios solares que penetram pelas frestas dos estores. Sinto-me isolado. De todas formas, isolado.

Encontro-me naquele quarto frio. Abro a janela, abro a porta e quase que simbolicamente abro algo mais, que chamam vida.

É Domingo.


sábado, janeiro 20, 2007

Radares em Lisboa

Artigo de Opinião

Radares em Lisboa

Polémico – seria uma palavra ajustada para definir este assunto dos novos radares de Lisboa.

Creio que os automobilistas lisboetas estão com medo, da mudança e da fragilidade do seu bolso…

Este tema, por ser polémico abre várias perspectivas aceitáveis, que poderemos configurar como positivas e negativas.

Esta alteração obriga a um maior cumprimento da lei, no entanto ainda decorrem as afinações dos radares.

É uma política/iniciativa da autarquia com o objectivo de alcançar uma maior segurança rodoviária em devíamos ficar agradecidos.

No entanto, como é uma realização à portuguesa, não deixa de ter um “cunho” caracterizado pela afirmação: a força policial a que pertence não tem conhecimento oficial da colocação dos radares nem dos locais – declarações à agência lusa da subcomissária Paula Monteiro, do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa.

É bom recordar que existe um período de adaptação e sensibilização o que é simpático e atenua o choque que uma mudança brusca acarreta.

Depois de o período de tréguas, não há justificações para os “apanhados das velocidades” ao ponto de pudermos ser multados duas vezes pela mesma infracção: ao passarmos na 2.ª circular pelo radar estático (perto de Benfica) e mais á frente (Campo Grande) pelo carro da PSP.

Se é verdade que existe sinalização de limite de velocidade, também é verdade que a lei é para cumprir e a juntar aos 21 radares estáticos existem outros métodos e meios numa verdadeira caça ao infractor, ou seja, começamos a ser civilizados ou o bolso (o “órgão” mais sensível do corpo humano) depressa rompe…

Para já, o trânsito está mais lento (2.ª circular) mas se isso diminuir o número de acidentes, vale bem a alteração, porque bem à portuguesa, “depois de casa arrombada trancas na porta”…

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Nota de Rodapé

Artigo de Opinião

Nota de Rodapé

Quem me conhece, sabe que escrever é para mim um prazer, pois é um momento de inspiração e de criação sublime em que o desafio interior é mais forte e emocionante do que possa transparecer nas linhas que deixo preenchidas.

Quem conhece o que escrevo, sabe que gosto de escrever quando a noite acalma, gosto da companhia de uma música de qualidade e de harmonia (neste momento em que escrevo oiço os Monges Budistas), pois escrever é esta a forma que há muitos anos encontrei para relaxar e “carregar baterias”.

Quem quiser ler o que escrevo, poderá perceber com facilidade que é uma escrita acessível e sucinta, que aborda os temas escolhidos sem qualquer critério específico, de uma forma suave, em que deixa espaço ou um convite para o desenvolvimento, porque o objectivo é apenas abordar um tema e em simultâneo deixar uma pequena marca pessoal, vulgarmente conhecida como opinião.

Quem, já leu ou que comece neste instante a ler pela primeira vez o que escrevo, saiba que não é dado qualquer conceito político, religioso ou científico e é apenas uma opinião pessoal derivada pela forma de ver o tema em questão. Não quero influenciar, prejudicar ou beneficiar e é somente na qualidade de cidadão livre que o faço.

Quem não concordar ou não gostar, saiba que merece todo o meu respeito, porque a sociedade é feita de diferenças.

Quero agradecer-vos por existirem e perderem o vosso precioso tempo a lerem estas simples linhas.

Obrigado