sábado, março 03, 2007

A Passagem

A PASSAGEM


O menino estava só e triste. Seu pai tinha-lhe proibido ás coisas que ele mais queria. Resultado de estar a decorrer um mau ano escolar.
O menino fazia sempre tudo o que queria, umas vezes ás escondidas, outras ás claras e não ligava muito à escola.
O menino no entanto, era muito inteligente, apesar de preguiçoso e dava-se pelo nome de Joel.
Um dia, Joel saiu das aulas e foi para casa com a missão de transmitir mais uma dura mensagem.
Quando naquele dia descobriu Cláudio, seu pai, depressa transmitiu a mensagem que tinha obrigatoriamente para dar-lhe:
- Pai, vou perder mais um ano de escola ! - disse-o em voz agreste e apressada de um antecipado culpado, à espera de uma reacção drástica de seu paciente pai
Cláudio, chamou-o ao escritório para uma conversa séria e adulta
- Filho, o que queres fazer nesta vida, além de brincar ?
- Quero ser feliz, quero que todos sejam felizes, e queria também ter muito dinheiro, para puder fazer tudo aquilo que quisesse. – respondeu Joel com uma voz trémula, mas esperançado, enquanto o pai o ouvia atentamente
- Querido filho, a vida é feita de etapas, todas as que deixares para trás sem as ultrapassares, dificilmente as conseguiras emendar ou alterar, se não estiverem realmente bem. – explicava Cláudio calmamente
- Na vida tens sempre uma opção para fazeres e esse conjunto de opções é que farão a estrada que nela caminharas para atingires, ou não, o objectivo proposto – continuou a explicação de Cláudio
Joel, retirou-se para o seu quarto com o consentimento do seu pai.
Nos dias seguintes, não voltou á escola, refugiou-se no quarto a pensar na conversa que tinha tido.
Não brincava, nem estudava. Não estava alegre, nem tão pouco estava triste. Apenas e só pensativo.
Uns dias depois, numa manhã de intenso nevoeiro, aproximou-se do seu pai para perguntar-lhe:
- Pai, tu que tens mais experiência de vida do que eu, até porque és mais velho, sabes á resposta de todas ás perguntas ?
Cláudio, compreendeu a confusão instalada na cabeça de Joel, olhou-o sereno e respondeu-lhe:
- Não, filho. Mas sei as resposta sobre todas as asneiras que cometi, quando tinha a tua idade, por não dar ouvidos aos meus pais, nem a ninguém, cometi os meus próprios erros com a grande convicção de que não os estava s cometer, apreendendo com eles.
Joel ouvindo com atenção, percebeu e não perdeu tempo, nem a oportunidade dada pelo seu pai, pediu-lhe:
- Pai, se eu quiser evitar todos os erros que tu com a minha idade fizeste, tu ajudas-me ?
- Claro! – saiu da boca de Cláudio, entusiasticamente
- Desde que tu queiras, e sejas humilde para o perceberes – completou Cláudio
Joel esboçou um enorme sorriso de satisfação, questionando-se:
- Porquê desperdiçar tão grande e preciosa ajuda, se certamente haverá alturas na minha vida em que vou ter que optar, decidir sozinho, sem qualquer ajuda.
- Afinal, à muito que tentava explicar-te isso, talvez por outras palavras ou de uma forma que não conseguia passar a mensagem – rejubilou Cláudio
- Obrigado e desculpa, pai – sentenciou-se Joel, passando a explicar
- Obrigado, pela paciência e pela entrega, por nunca teres desistido de tentares, que eu percebesse o caminho da vida e desculpa por nunca ter acreditado, por ter-me portado infantilmente.
O sorriso de ambos uniu-se, dando uma grandiosidade impar ao gesto natural e justificado, como que selando um pacto singular e perpetuo.
A vida começou a fazer sentido, a Joel, porque tinha descoberto a estrada que o podia levar a atingir os seus objectivos propostos.

2 comentários:

ninor disse...

q lindo!!

é tão bom ter alguem q nos guie, q nos diga qual o caminho a seguir e aquele q ñ devemos seguir...

nem todos têm essa sorte. por isso é q mts ficam plo caminho

***

Anónimo disse...

A ideia está gira, mas atenção aos erros.

Não compliques muito a escrita.

Um abraço.

Octávio