sábado, fevereiro 24, 2007

Pensamentos

TEMPO QUE O TEMPO NÃO TEM

Sentei-me ao computador, sem nenhuma ideia definida, abri uma folha em branco e comecei a escrever... entre pausas para pensar no que escrevia, no que iria escrever, parei no tempo e pensei, e se fosse o ano de 1944, não havia computador, e se eu escrevesse tipo José Saramago, iria ser interessante como difícil, talvez o mais certo era nem conseguir, mas tentar não se nega, não é. Há muito que ando perdido no tempo, no meu tempo, porque sempre pensei que deveria ter vivido no tempo dos reis, onde dávamos o devido tempo que o tempo merecia, onde existia fabulosas aventuras perdidas no espaço e outra vez no tempo, comparado com os tempos de hoje deixam-me a saudade de ter ouvido falar desses tempos, a lucidez do que hoje acontece, tudo o que sabemos e ainda aquilo que ignoramos como que se de pessoas toninhas fossemos.
Sentei-me ao computador para dar liberdade a minha expressão, para escrever uma dúzia de asneiras, convencido de estar a produzir algo de mínima importância, mais, algo que fará alguém perder o seu tempo a ler... sempre o tempo no meu caminho, hoje o tempo tem muito valor porque é precioso, um bem de ninguém, mas, de cada um, ou também não.
Que mistura de palavras, significará uma mente perturbada, ou talvez o simples facto de tentar escrever o máximo possível em tão pouco tempo, ou ainda poderá significar a tentativa, pálida, de semear palavras e mais palavras para colher alguma ideia, primitiva que seja, com o mínimo de decência.
Sentado ao computador, escrevo, mas, não estou, num século passado, não vivo no tempo de dar tempo ao tempo, vivo ou sobrevivo no tempo em que o tempo nos foge das mãos, em que nos falta para tudo e em que nada fazemos para o agarrar, em que o bem precioso chamado tempo se esgota de uma forma simplesmente banal, num artífice brilhante, iluminado o que se confunde, e pensamos nós que somos felizes, que as histórias que lemos são reais, e apesar de tudo ignoramos a verdade, toda a verdade... não vivemos, não somos nós próprios, não construímos o presente nem o futuro, somos nadas soltos, entrelaçados em pequenos interesses que nos sugam a memória, e nos empurram para a tendência.
Olá prisioneiros do mundo, colegas de imaginação, Olá povo cego e ordeiro que trabalha sem saber porquê, olá prisioneiros da imagem, estamos todos no mesmo circuito do tempo, estamos todos com o tempo contado e essa semelhança apenas nos afasta. É pena.

1 comentário:

leonor disse...

olaaa!!!

ja pensaste q s vivesses no tempo dos reis, ñ m conhecias, e metade da tua existencia perdia a piada lololololololol

brincadeirinha!!!!

em tb gostava d ter passado por essa altura da historia, devia ser giro. mas dps penso q havia mt sangue, mts guerras, mts mortes parvas e dps ainda m obrigavam a casar c um velho nhanhoso.. nãaaa, deixa la!!! adora o meu queria sec XX e XXI

bjocax